Manejo Sanitário Bovinos e Vacinação

Manejo Sanitário Bovinos e Vacinação

O que é o manejo sanitário?

É fato que a pecuária é um dos setores que mais movimenta a economia do país, isso acontece muito em função do fato de nos posicionarmos, na atualidade, como um dos principais exportadores de carne do mundo. No entanto, para alcançarmos esse posto tivemos que aprimorar processos a fim de atender às necessidades de um mercado cada vez mais exigente. Mais do que isso, foi necessário que, para garantir carne de alta qualidade, o pecuarista passasse a se preocupar com a saúde e bem-estar dos animais, investindo no manejo sanitário do gado.

Isso porque doenças infecto-contagiosas, parasitárias e carenciais influenciam significativamente para a redução dos índices zootécnicos da pecuária. Nesse sentido, a adoção de boas práticas se torna essencial, pois além de evitar prejuízos ajuda a manter a qualidade do rebanho visando atender às exigências e interesses do mercado.

Assim, separamos algumas sugestões de boas práticas de manejo sanitário para você aplicar na sua propriedade. Confira:

 

Calendário de controle sanitário

A adoção de um calendário anual de vacinação apesar de parecer uma medida simples pode ser bastante eficiente, pois contribui muito para a prevenção e controle de doenças.

Para isso, o mais indicado é buscar a orientação de um médico veterinário, que irá definir todas as datas de vacinação do rebanho, seguindo a indicação dos programas oficiais.

Algumas doenças que possuem data obrigatória para imunização são: Febre aftosa, brucelose e raiva.

 

Controle de transmissores e vermes

É indispensável que você mantenha em dia vermifugação do rebanho. Além disso, mantenha atualizado o controle de parasitas, como por exemplo os carrapatos, pois também são transmissores de doenças.

 

Capacitação de equipe

Invista em treinamentos de capacitação para sua equipe a fim de garantir que sejam capazes de reconhecer os sintomas das principais doenças que afetam os bovinos, além de manipular e aplicar corretamente vacinas e medicamentos. Assim eles podem realizar o trabalho de forma precisa e eficiente.

 

Isolamento e contenção de animal contaminado

Grande parte das doenças que afetam o gado são transmissíveis e contagiosas, dessa forma é importante estruturar a sua propriedade de forma a possibilitar áreas de isolamento para as quais serão encaminhados animais suspeitos de contaminação, até que se recuperem e recebam todos os cuidados veterinários necessários.

 

Contato com a Vigilância Sanitária

De acordo com a legislação vigente, algumas doenças vesiculares e síndromes nervosas são de comunicação obrigatória à Vigilância Sanitária. Dessa forma, caso identifique animais com suspeita é de seu dever contatar o órgão responsável imediatamente.

 

Atendimento ao Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose

Com o objetivo de proteger a saúde pública por meio da erradicação da Brucelose e a Tuberculose, o PNEBT apresenta instruções específicas, que devem ser seguidas por todo produtor, sobre: o controle da vacinação, atendimento à programas de certificação, trânsito de animais, administração e atualização de fichas de controle, aplicação correta das vacinas em áreas específicas do animal.

A não-observância das recomendações constantes do correto manejo sanitário, além de comprometer a competitividade da atividade, inviabiliza o rastreamento e a certificação e coloca em risco a saúde do consumidor final e a do pessoal envolvido com o manejo dos animais. Também o uso inadequado dos produtos químicos pode resultar em contaminação do solo e da água com conseqüentes danos ambientais e econômicos.

  • Estabelecer, com a orientação de um médico-veterinário, um calendário anual de controle sanitário do rebanho.

    • Seguir, rigorosamente, o calendário.

    • Manter assistência veterinária periódica.

    • Manter registro atualizado do controle sanitário, anotando-se os animais submetidos à prática sanitária, a data da ocorrência, e o número da partida, o laboratório e a data de validade do produto.

    • Transportar e manter as vacinas de acordo com as exigências do laboratório fabricante.

    • Conservar as vacinas em geladeira, a temperatura entre 2ºC e 8ºC.

    • Nunca congelar vacinas.

    • Esterilizar seringas e agulhas (fervidas).

    • Não utilizar desinfetantes para esterilizar as agulhas, porque os resíduos podem inativar a vacina.

    • Usar uma caixa de isopor com gelo para manter os frascos de vacina refrigerados ao vacinar um grupo de animais.

    • Aplicar as vacinas e outros produtos veterinários corretamente, atentando para o local e via de administração, dose, conforme recomendação do laboratório fabricante.

    • Agitar o frasco, todas as vezes que a seringa for reabastecida.

    • Diferentes produtos nunca devem ser combinados, a não ser que as vacinas sejam embaladas para serem misturadas subseqüentemente.

    • Não vacinar animais debilitados ou submetidos a atividades desgastantes, como viagens prolongadas, trabalho de parto e outros.

    • Não utilizar vacinas de frascos já abertos e com sobra de produto.

    • Após abastecer a seringa, recolocar o frasco da vacina no gelo e tampar a caixa de isopor.

    • Após vacinar cada grupo de dez animais, substituir a agulha por outra limpa e esterilizada (fervida).

    • Não vacinar nas horas muito quentes do dia e, após a vacinação, evitar movimentar os animais pelo menos durante uma ou duas horas.

    • Para facilitar o manejo, pode-se utilizar mais de uma vacina na mesma ocasião.

    • Vacinar contra a febre aftosa seguindo, rigorosamente, a orientação do órgão de defesa sanitária estadual.

    • Vacinar contra a brucelose todas as fêmeas de três a oito meses de idade.

    A vacina contra brucelose é perigosa para quem a aplica. Portanto, deve ser administrada com a assistência de um médico-veterinário ou com os devidos cuidados na sua manipulação.

    • Vacinar contra carbúnculo sintomático (manqueira, mancha), com vacina polivalente, todos os bezerros de quatro a seis meses de idade, repetindo a dose um mês após e anualmente, ou segundo a recomendação do fabricante.

    • Vacinar contra botulismo com toxóide bivalente tipo C e D, inicialmente com duas doses aplicadas com um intervalo de um mês, a partir dos quatro meses de vida e com revacinação anual.

    • Vacinar contra a raiva, em áreas onde ocorre a doença. Os bezerros devem ser vacinados aos quatro meses de idade, repetindo a dose após quarenta dias e anualmente, ou de acordo com a recomendação do fabricante. Deve ser associada à vacinação dos cães, gatos e eqüídeos e ao controle de morcegos hematófagos na região.

    • Obedecer ao prazo de carência estabelecido para os produtos veterinários, conforme o laboratório fabricante, evitando consumo de carne e leite.

    • Controlar os vermes gastrintestinais, com produtos específicos e na dose recomendada pelo fabricante, do desmame até os dois anos e meio de vida, aplicando-se vermífugos nos meses de maio, julho e setembro. As vacas prenhes devem ser dosificadas em julho ou agosto e, os animais em terminação, antes de entrar na pastagem vedada para engorda ou no confinamento.

    • Introduzir o besouro africano Digitonthophagus gazella na propriedade o que contribui para o controle das verminoses e da mosca-dos-chifres, favorecendo ainda a incorporação de matéria orgânica no solo.

    • Controlar a mosca-dos-chifres com aplicação de inseticidas por meio de pulverização, imersão ou tópica pour-on, durante a estação chuvosa, quando o número de moscas começa a incomodar os animais. Deve-se usar um produto à base de organofosforados para combater também o berne e o carrapato. Devem-se tratar, principalmente, vacas em lactação, animais em crescimento e touros.

    • Controlar o carrapato a partir de setembro (início das chuvas), seguindo o tratamento com mais três vezes com intervalos de 21 dias. Devem se realizar tratamentos eventuais quando o número de carrapatos for maior que 50 por animal.

    • Observar os animais semanalmente e não tratar com baixas infestações.

    • Observar as condições climáticas antes de banhos carrapaticidas ou de aplicações de produtos químicos do tipo pour-on.

    • Os frascos vazios devem ser incinerados ou armazenados adequadamente para posterior eliminação.

    • Identificar as causas das diarréias e sua incidência e realizar o tratamento específico.

    • Eliminar/remover (incinerar, enterrar) dos pastos todo o tipo de carcaça.

Por fim as perdas econômicas que ocorrem devido ao emprego de métodos inadequados de vacinações e doenças no animal podem atingir proporções elevadas.

 

 

Sobre a COIMMA

A Coimma é uma empresa respeitada pela sua história, pela sua contribuição no desenvolvimento da pecuária e pela sua participação ativa no mercado e na comunidade empresarial, tanto a âmbito estadual quanto no nacional.

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