Quarta Técnica – Efeitos de aditivos para bovinos de corte

Quarta Técnica – Efeitos de aditivos para bovinos de corte

Devido ao trabalho de muitos pesquisadores, atualmente dentro da bovinocultura de corte é possível notar um grande avanço no campo da nutrição animal.

Contamos com a disponibilidade de vários suplementos alimentares que podem contribuir para um melhor desempenho dos animais em crescimento e terminação com ênfase aos processos químicos e fisiológicos que são envolvidos nos processos de digestão e absorção e na utilização dos nutrientes da dieta oferecida.

Sabemos que o objetivo sempre será otimizar a produção e pode ser necessário investir em melhorias nutricionais que se mostrem eficientes. 

Os estudos atuais evidenciam compostos que controlam o metabolismo, aumentando a eficiência de utilização dos alimentos, melhorando a sua qualidade através de uma maior quantidade de nutriente disponível para absorção pelo trato gastrointestinal, proporcionando assim uma maior produção animal. 

Assim, continue a leitura para compreender os efeitos causados pelo uso dos aditivos em bovinos de corte. Confira!

Os aditivos podem melhorar a conversão alimentar, produção e sanidade!

Os aditivos podem atuar através de diferentes mecanismos, que incluem alteração da fermentação ruminal, estabilização do ambiente ruminal e proteção do trato gastrointestinal dos agentes patogênicos. 

O efeito primário dos aditivos é a melhoria da conversão alimentar e/ou ganho de peso, embora benefícios secundários possam ocorrer, como a redução da incidência de acidose, coccidiose, timpanismo, abscesso de fígado e outros.

Existem muitos aditivos potencialmente benéficos para os microrganismos do trato gastrointestinal, com reflexos positivos na produção do bovino. Dentre eles, os ionóforos são tradicionalmente usados em confinamento e destacam-se para uso em campo, com possibilidades reais de utilização da mistura mineral como veículo do aditivo. No caso de fontes de microrganismos, é necessário que sejam devidamente caracterizadas, assim como as condições em que respostas positivas são esperadas.

Segundo pesquisadores, o planejamento nutricional com o uso de aditivos, com a função de antibióticos em doses controladas é uma estratégia cada vez mais empregada nos sistemas de produção de carne como estratégia para reduzir custos, melhorar a conversão alimentar, o ganho em peso e/ou favorecer a saúde e o metabolismo dos animais, contribuindo assim para o melhor desempenho, principalmente na fase de crescimento e terminação. Para esta finalidade existe também a tendência da inserção do uso de óleos funcionais e extratos vegetais como aditivos a serem incluídos na dieta de ruminantes.

A utilização de aditivos na alimentação animal permite potencializar os ganhos no desempenho produtivo através da manipulação dos padrões de fermentação ruminal, gerando alterações na composição dos microrganismos, tornando a síntese de produtos provenientes da digestão no rúmen mais eficiente, diminuindo as perdas de energia, bem como na redução de gases nocivos. 

Assim, ionóforos como a monensina, antibióticos tais como virginiamicina e óleos funcionais, já demonstram em experimentação seu potencial antimicrobiano e antioxidante na bovinocultura de corte.

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