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Previsão de aumento da exportação da carne bovina para 2015

17Mai / 2015

Previsão de aumento da exportação da carne bovina para 2015

A expectativa para o começo do ano era de avanço nas exportações de carne bovina, mas não foi bem esse cenário que vivenciamos. Passamos em Janeiro por uma queda de 28% em relação ao primeiro mês do ano passado; porém em Fevereiro houve aumento de 1,39% em relação a Janeiro, mas manteve a queda quando comparado com Fevereiro de 2014.

Especialistas, como o presidente da Abiec Antônio Jorge Camardelli, comentaram que 2014 foi uma exceção, pelo fato das cotas da Rússia terem sido distribuídas em dezembro de 2013, e que, além disso, a Rússia passa por uma crise de mercado, o que resulta em instabilidade nas exportações.

Mudanças estão para acontecer, pois segundo previsões no final do ano passado, as exportações de carne bovina podem aumentar, visto que o Real está desvalorizado frente ao dólar, e como resultado o preço da carne brasileira diminui no mercado internacional.

Para aumentar esta expectativa, foi confirmada a reabertura de importantes mercados como Iraque e África do Sul; além de boas perspectivas de negócios com o fim definitivo dos embargos de China, Arábia Saudita e Japão, e a possibilidade de abertura de exportações para os Estados Unidos. Neste caso, o potencial de exportação para os EUA é de aproximadamente 64 mil toneladas de carne bovina, a maior parte carne in natura.

A estimativa da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC) é de que a receita com as exportações da carne bovina alcancem US$ 8 bilhões ao final deste ano, valor que representa aumento de 9,8% em relação à receita de US$ 7,2 bilhões estimados pela entidade para 2014.

Para que esse aumento na exportação se concretize e firme cada vez mais o nome do Brasil no mercado exterior em relação à carne bovina, precisamos trabalhar com produtos de maior qualidade, e oferecer garantias ao consumidor como de status sanitário e procedência.

As fronteiras de diversos países foram fechadas ao Brasil devido a suspeita da doença da vaca louca em 2013, e também pela pouca fiscalização perante a criação e abate dos animais. Atualmente, com o ministério se preocupando mais com as fiscalizações e dando espaço para aumento na produção de animais para exportação, cabe ao produtor se enquadrar, conscientizando-se das normas sanitárias e técnicas de rastreabilidade impostas pelo MAPA (Ministério da Agricultura, Pecuária e abastecimento).

Daniela Monte Serrat Bosco
Aluna de graduação - Zootecnia
UNESP - Campus Dracena

 

 

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