Não é segredo que um bom planejamento na construção das instalações rurais tem grande importância para o desenvolvimento das atividades envolvidas na cadeia produtiva da carne, e isso requer conhecimentos intimamente zootécnicos que quando aliados com o ótimo funcionamento do centro de manejo traz o custo-benefício, qualidade e segurança aos rebanhos. Quando pensamos em sistemas de produção vários fatores estão envolvidos como técnicos, econômicos e a preferência por um determinado sistema, influenciam o produtor na escolha da instalação que melhor se adequa ao seu sistema produtivo. Logo itens como resistência, trabalhabilidade e durabilidade, proporcionando bem-estar ao rebanho, segurança da equipe e otimização da mão de obra são condições que favorecem o pecuarista a investir em tecnologias de ponta presentes nos mercados.
Não menos importante a localização e o dimensionamento adequado são essenciais para mensurar a quantidade média de animais que serão manejados por lote, o preparo do terreno e finalmente a marcação do curral que com a orientação correta, sendo comumente de dentro para fora, iniciando pela marcação do tronco coletivo, individual, apartadores, seringa, mangas do curral, porteiras e posteriormente as remangas. Com o avanço da intensificação, surge a demanda de ter um manejo mais rápido e com otimização da mão de obra, nascendo então os troncos automatizados. Entre eles, existem os troncos pneumáticos, que são movidos pela compressão do ar, e os troncos hidráulicos, que são movidos pela compressão do óleo. Nestes modelos, a exigência de mão de obra para a contenção dos animais é mais ágil, pois o colaborador controla o tronco inteiro com menor esforço físico.
O mercado atual conta com currais diferenciados como o modelo convencional, anti-estresse e bud box onde a escolha e o modelo adequado deverá ser conforme as necessidades e demandas de cada propriedade, todos com a finalidade de manter o manejo dos bovinos de forma fluida sem interrupções proporcionando bem-estar animal em um momento que naturalmente já é estressante ao animal. Quanto aos troncos de contenção, temos os modelos manuais que são comumente encontrados na pecuária brasileira por terem um valor mais acessível de mercado e serem eficientes e duráveis, mas necessitam na maioria dos casos de mais de um operador no tronco, onerando a operação com mão de obra e causando desgaste nos colaboradores por conta do grande esforço físico. A superioridade dos troncos de contenção hidráulico se dá por sua rapidez e precisão ao conter o animal diante de um alto fluxo de passagem, não deixando de assegurar os princípios de bem-estar animal e a segurança da equipe responsável pelo manejo.
Pesquisas feitas pela equipe técnica da COIMMA, afirmam que o uso do tronco hidráulico aumenta a produtividade nas atividades realizadas no curral de 50%, ou seja, se a fazenda manejar 600 cabeças no dia, passa para 900 cabeças com a aquisição de um tronco hidráulico.
Portanto, mediante as recomendações de acordo com os princípios zootécnicos adquiridos através de grandes pesquisadores e especialistas, delinear as construções dos currais levando em consideração principalmente as reações naturais dos bovinos, assegurando o bem-estar dos colaboradores através de treinamentos, e incentivo da equipe de curral reduzindo a ocorrência de acidentes são fatores fundamentais para investir em modernizações e potencialização dos centros de manejo que podem influenciar positivamente em fatores econômicos de produção.
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