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Influência da mastite na qualidade e na produção do leite

25Jun / 2015

Influência da mastite na qualidade e na produção do leite

O Brasil se enquadra entre os 5 maiores produtores de leite do mundo. No ano de 2014, nos nove primeiros meses, a produção aumentou 7% em relação ao mesmo período de 2013, de acordo com o IBGE. Com o aumento da produção, doenças como a mastite tornam-se mais decorrentes no rebanho, influenciando negativamente na produção e na qualidade do leite.

O termo mastite designa os fenômenos inflamatórios, geralmente de natureza infecciosa, que acometem a glândula mamária (BRADLEY, 2002). A mastite pode ser considerada a doença mais comum da pecuária leiteira e é aquela que atinge a parte mais importante da vaca de leite - o úbere. Os danos que a doença provoca são traduzidos nos seguintes prejuízos: diminuição da produção de leite; perda de quartos mamários; disseminação da doença no rebanho; alterações na qualidade do leite; desvalorização comercial da vaca leiteira, que passa a ter valor inferior ao animal de corte; pode causar a morte do animal, por infecção ou reação inflamatória sistêmica (COSTA, 2008)

 

A contagem de células somáticas do leite (CCS) é um critério de qualidade e da saúde da glândula mamária mundialmente utilizada por indústrias, produtores e entidades governamentais, seja para detecção de mastite subclínica, ou para estimar as perdas de produção de leite em decorrência da mastite. Além disso, é empregado como indicador das características qualitativas e higiênicas do leite. (SANTOS, 2007).

 

Fonte: Santos e Fonseca, 2007.

A mastite é a doença de maior impacto econômico na pecuária leiteira mundial. Além disso, é a principal causa de descarte de animais, sendo a prevenção e o tratamento desta enfermidade responsáveis pela maior porcentagem do uso de antimicrobianos em rebanhos leiteiros (DELLALIBERA et al, 2011).

Princípios básicos de prevenção:

1) A mão de obra especializada é essencial para se manter um controle eficiente de mastite. Deve ser realizado o treinamento das pessoas que irão realizar a ordenha em termos higiênicos e de manutenção do equipamento de ordenha. Realizar o teste da caneca de fundo escuro, (este procedimento irá permitir diagnostico da mastite clínica) e o teste de CMT (California Mastitis Test) são essenciais para o sucesso do controle da qualidade do leite produzido.

2) Higienizar os tetos com água clorada e imersão em solução a base de iodo e glicerina (pré-dipping). No caso de ordenha mecânica a retirada das teteiras deve ser realizada com o registro de vácuo fechado afim de evitar possíveis lesões nos tetos. Após a ordenha realizar o procedimento de pós-dipping afim de eliminar os agentes da mastite contagiosa que possam ser transmitidos de animais infectados para animais saudáveis.

Portanto o manejo adequado está intimamente relacionado a incidência de doenças e ao bom desempenho produtivo do rebanho, agregando maiores níveis de produtividade e de lucratividade ao produtor.

Pedro Fernando Santi
Graduando de Zootecnia
UNESP – Campus de Dracena

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