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A importância da adaptação em confinamento

07Jul / 2016

A importância da adaptação em confinamento

O Brasil atualmente se destaca por ser o maior exportador em volume e o segundo maior produtor mundial de carne bovina, e possuir o maior rebanho comercial bovino do mundo, além disso, as exportações desse produto na última década passaram de 559,9 mil toneladas de 1999 para quase 2 milhões de toneladas de carne em 2011, segundo dados da ABIEC (2011).

       Com essa crescente produção tornou se necessária a utilização de dietas mais concentradas, pois, dietas com forragens proporcionam menor rendimento na produção de ruminantes.

       Em consequência do uso de dietas com maior teor de concentrado, busca-se uma melhor estratégia para prevenir transições abruptas de dietas com base em forragens para dietas com altos teores de concentrado, pois esse período de transição é considerado crítico, mesmo este representando menos de 20%, aproximadamente, do tempo total de alimentação para a maioria dos bovinos confinados (Brown e Millen, 2009).

Segundo Preston (1998), a inclusão de elevados teores de amido pode gerar problemas de ordem digestiva como acidose, causando diminuição e grande variação na ingestão de matéria seca, baixo ganho de peso, lesões ruminal e aparecimento de abcessos hepáticos, o que diminui a produtividade e gera perdas econômicas e de desempenho animal se o mesmo não estiver bem adaptado.      Portanto, é necessário adotar protocolos de adaptação  para que os animais possam utilizar os carboidratos altamente fermentescíveis de maneira eficaz.

Brown et al. (2006) relatou que bovinos de corte não podem ser adaptados em menos de 14 dias à dietas com altos teores de concentrado. Millen et al. (2011) relataram que não houve diferenças em termos de índice de rumenites e desempenho entre protocolos de 14 e 21 dias em animais com 84 dias de confinamento, e que animais adaptados por 14 dias apresentaram maiores peso de carcaça quente e rendimento de carcaça, o que mostra que é mais vantajoso adaptar bovinos Nelore por período de 14 dias. Segundo Barducci et al. (2012), em estudo posterior, não foram encontrados diferenças em termos de características de carcaça, desempenho e saúde ruminal entre bovinos Nelore adaptados em 9 ou 14 dias, o que levou os autores a recomendarem tempos de adaptação também de 14 dias devido a maior segurança.

Portanto, com os dados relatados acima, podemos concluir que animais Nelore devem ser adaptados em 14 dias, para que assim não ocorram distúrbios metabólicos, e nem perdas de rendimento do animal.

 

Carlos Henrique Garcia

Graduando em Zootecnia

FCAT – UNESP Dracena

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