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Acidose ruminal na bovinocultura leiteira

28Jun / 2016

Acidose ruminal na bovinocultura leiteira

A acidose é causada pelo consumo de alta quantidade de carboidratos ruminalmente disponíveis, baixa quantidade de fibra fisicamente efetiva, ou ambos. Em vacas alimentadas com ração total, aproximadamente 25% destas certamente tem pH ruminal abaixo de 5,5. Isso compromete a perfeita digestão da dieta, uma vez que o pH ruminal é função do balanço entre a produção de ácidos graxos voláteis provenientes da fermentação de carboidratos, sua neutralização pelos tampões salivares e dietéticos, e sua remoção pela absorção através da parede do rúmen, ou passagem pelo rúmen  (Junio Cesar Martinez).

Porém, não podemos nos esquecer de que vacas leiteiras de alta produção terão inevitavelmente algum grau de acidose, dadas as características da dieta para esse tipo de animal, e o comportamento fisiológico e ingestivo da vaca. Assim, excelente manejo do cocho e investimento em conforto animal têm sido apontados como fatores de risco para acidose e laminite em rebanhos leiteiros.  Laminite, uma inflamação asséptica das camadas dérmicas dentro do casco e é a maior causa de manqueira de vacas leiteiras, relacionada a acidose ruminal (Junio Cesar Martinez).

Em sistemas de produção de leite em pasto, tamanho de partículas de fibra não é problema, mas frequência de fornecimento de concentrados pode ser. Uma vaca que produz 25 kg de leite, e come em torno de 8-9 kg de concentrado de uma só vez, pode sofrer muito com acidose subclínica, principalmente se esse concentrado for rico em amido. Parcelar esse fornecimento em pelo menos duas vezes é recomendável, bem como substituir parte do amido por uma fonte de energia de degradação mais saudável para o rúmen, como coprodutos fibrosos (polpa cítrica, casca de soja, farelo de trigo, farelo de glúten de milho, caroço de algodão, etc; Alexandre M. Pedroso)

Para vacas que recebem ração completa, é importante prestar atenção ao tamanho de partículas da dieta. É fundamental que haja fibra fisicamente efetiva suficiente para estimular a mastigação, pois com isso há maior produção de saliva, que tem forte ação tamponante no rúmen, evitando muitas flutuações de pH (Alexandre M. Pedroso).

Existem muitos aditivos disponíveis para uso em dietas de vacas leiteiras visando minimizar a acidose ou laminite. A suplementação com monensina sódica é um exemplo que tem demonstrado bom funcionamento para aumentar a eficiência da produção de leite. A cetose subclínica foi reduzida em vacas em transição tratadas com cápsulas de liberação controlada de monensina. Também pode ser usada para prevenir acidose lática, demonstrando ser um produto interessante para reduzir acidose e laminite, embora mais algumas pesquisas sejam requeridas (Junio Cesar Martinez).

Aparentemente, a monensina mantém ou aumenta o pH de vacas leiteiras. Em confinamento de gado de corte, os animais aumentaram a frequência de alimentação e reduziram o tamanho médio da refeição (Junio Cesar Martinez).

 

Arthur Almeida
Graduando em Zootecnia
FCAT – UNESP Dracena

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