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IMPACTO DA MOSCA DO ESTÁBULO NA BOVINOCULTURA

18Abr / 2017

IMPACTO DA MOSCA DO ESTÁBULO NA BOVINOCULTURA

Stomoxys calcitrans, comumente conhecida como “mosca dos estábulos” ou “mosca da vinhaça” é, atualmente, responsável por causar prejuízos de grande impacto econômico nas cadeias produtivas da pecuária bovina em alguns estados do Brasil, dentre eles Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e Minas Gerais (OLIVEIRA, J. N., 2009).

A “mosca dos estábulos” tem como hospedeiro a maioria dos animais, entretanto os bovinos são os que mais sofrem com a sua presença. A espoliação e a irritação, provocadas por essas moscas, fazem com que os animais tenham de 15% a 20% de decréscimo no ganho de peso e 40% a 60% de prejuízo na produção de leite. O total de danos que essa mosca pode provocar irá depender do grau de infestação do rebanho (GUIMARÃES, 1983; GUIMARÃES, 1984).

Com a proximidade da safra de cana de açúcar no ano de 2017 surge a preocupação de um novo surto de “mosca do estábulo”, pois, uma das formas de proliferação de tal é dada pelos restos de palhada e fertirrigação (vinhaça) que são realizadas nas lavouras, proporcionando ambiente adequado para o desenvolvimento dos ovos. Outro modo de proliferação se dá pelo acúmulo de resíduos orgânicos de origem vegetal ou animal nas propriedades, tais como feno, silagem, material verde picado, e especialmente as fezes de bovinos, as quais servem de substrato para o desenvolvimento das larvas e moscas.

 

Ciclo evolutivo:

 

 

A fim de diminuir a incidência desse inseto nas propriedades, algumas mediadas são recomendadas:

• Manter a higiene das instalações, principalmente naquelas propriedades com sistema de confinamento ou leiterias; limpando sistematicamente fezes e restos alimentares;

• Remoção e destino adequado (espalhamento ou compostagem) dos resíduos alimentares de animais, bem como de dejetos e matéria orgânica acumulados, pois representam fontes de criação de larvas de moscas nas fazendas;

• Revolver o material de compostagem completamente duas vezes por semana e drenar a água da chuva;

• Avaliar a eficácia dos diferentes princípios ativos inseticidas utilizados no combate às moscas adultas antes de sua aplicação visando ao controle destas;

• Usar, quando necessário, inseticidas que sabidamente funcionam, na dose correta e com origem reconhecida e registro para uso em animais;

• Procurar assistência técnica sempre, e, especialmente, quando for percebido que os produtos de controle não estão fazendo o efeito desejado, por mais que sigam corretamente as indicações contidas nos respectivos rótulo.

Sendo assim, sabendo das perdas produtivas causadas pela mosca, é necessário ficar atento, tanto com a proximidade da propriedade a plantações de cana-de-açúcar, quanto à presença do inseto no ambiente, para que assim sejam tomadas as medidas corretas para prevenção e erradicação, o que garantindo a sanidade do rebanho e lucratividade da produção.

 

Pedro Fernando Santi
Graduando em Zootecnia
FCAT – UNESP Dracena

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