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O êxodo rural

21Ago / 2015

O êxodo rural

O êxodo na área rural é muito intenso, devido à falta de uma “verdadeira” política governamental para a área agrícola. Segundo Lima (2000), uma de tantas medidas a serem tomadas em relação à melhoria da produção agrícola nacional, com certeza, estaria relacionada a melhoria do nível do agricultor, ou seja, pela modernização e implantação de novas tecnologias na produção e pela inquestionável necessidade da propriedade rural ser concebida como empresa agrícola.

Conforme descrito por Marchioretto (2011), sabe-se que a propriedade rural não utiliza formalidade na gestão dos negócios e isto é ainda mais visível nas pequenas propriedades, onde estas são caracterizadas pela agricultura familiar. O agronegócio é muito complexo, o que exige maior capacidade de gestão em toda a cadeia, ainda mais do agricultor familiar que além de cuidar dos negócios, ainda tem as obrigações e desejos dos familiares, estilo de vida e divergências de ideias dos componentes do grupo familiar. O que se espera da agricultura familiar é que esteja preparada para enfrentar desafios externos, tenha visão para aproveitar oportunidades, tenha condições de gerar lucros suficientes para manter adequadamente a família, e o empreendimento atender à expectativa das futuras gerações que continuarão à frente dos negócios.

Diante de tal situação, destaca-se a importância de um técnico dentro da propriedade de forma a atender as necessidades do produtor e de sua família e ao mesmo tempo gerar lucros para que estes se mantenham.

Em muitos dos casos, a própria agricultura familiar gera técnicos, provindos principalmente da afinidade com as atividades do meio rural que já exercem ajudando os pais dentro da propriedade e do incentivo dos mesmos aos filhos para que sigam o mesmo ramo, para até mesmo voltar para a propriedade posteriormente com os conhecimentos necessários para alavancar a produção e aumentar a renda da família.

Porém, o que frequentemente acontece é que os técnicos com esse tipo de origem, formados após um bom período de estudo, ao terem contato com outros meios e principalmente com a cidade, consolidam ainda mais a ideia de que o meio rural pode não ser tão promissor, pois além de ser uma atividade muito intensa, não gera retorno tão agradável ao produtor, que segundo Marchioretto (2011), acaba servindo de desincentivo inclusive para os demais integrantes da família que em uma primeira oportunidade tendem a deixar o meio rural também.

Nos dias atuais, em que o meio rural necessita de novas tecnologias, surge aí uma boa oportunidade de incentivo aos filhos que acabam de concluir os estudos em uma universidade ou curso técnico. Com um conhecimento novo, aprimorado e o desejo de ser reconhecido profissionalmente, voltar as origens e implementar tecnologias para potencializar a produção, diminuindo também os custos e mão de obra especializada ajudará muito a empresa familiar, onde pais e filhos se tornarão sócios, e assim aumentando a renda familiar.

Anderson Augusto dos Santos
Graduando em Zootecnia
UNESP – Campus de Dracena

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