Boi 7.7.7 pode aumentar lucro do pecuarista em 30%

12Nov / 2015

Boi 7.7.7 pode aumentar lucro do pecuarista em 30%

Tecnologia permite a produção de um boi com 21 arrobas em até dois anos: sete arrobas na desmama, sete na recria e sete na engorda. Mas para isso, o pecuarista tem que investir em nutrição e bem-estar animal.

A revista Nelore de outubro de 2015, trouxe como reportagem de capa o Boi 7.7.7, um conceito que visa proporcionar o ganho de uma arroba por mês em menos de um ano, tornando possível o abate de animais com 21 arrobas aos 24 meses (no sistema tradicional são necessários, no mínimo, três anos para que o animal atinja 18 arrobas). A ideia desse conceito de produção precoce pode aumentar os lucros do pecuarista em até 30%.

O sistema “traz luz” ao setor pecuário: é a produção de um gado jovem, com maior peso, sinônimo de produtividade e rentabilidade, além de menor pressão no meio ambiente – afinal o animal ficará menos tempo no pasto. Mas para chegar a esse resultado, o pecuarista tem que investir em nutrição e, principalmente, se preocupar com o bem-estar animal.

A matéria destaca que a dosagem de suplementação varia de acordo com o peso do animal: quanto maior o bovino, maior a dosagem. “Essa suplementação ajuda no ganho de peso e não causa nenhum prejuízo para a saúde do animal. Pelo contrário, ela proporciona um melhor bem-estar para ele. Eu tenho bom pasto, o que falta é uma ração balanceada. Esse animal vai comer ração para ganhar essas últimas sete arrobas. O que a gente sempre fala é que esse animal tem que ganhar um quilo de carcaça por dia. Porque um quilo de carcaça por dia vezes 105 dias, são 105 quilos de carcaça. Dividido por 15, dão as sete arrobas. Eu estou produzindo a mesma quantidade de arroba que eu estaria produzindo no confinamento tradicional, só que fazendo isso no pasto”, analisa Flávio Dutra Rezende, pesquisador da APTA criadora do conceito Boi 7.7.7.

Contudo, para atingir esse resultado em um tempo 30% menor, é necessário planejamento e estratégia. O trabalho envolve, principalmente, manejo de pasto e suplementação alimentar. Além disso, o pecuarista também necessita cumprir metas nos processos produtivos que envolvem os ciclos de desmama, cria e engorda. Nessa fase o bezerro está formando a estrutura óssea e muscular, então deve-se dar as condições adequadas para ele crescer, mas sem muita gordura. Por isso, a importância de uma nutrição adequada.

A produção em melhor tempo também traz benefícios para os consumidores e meio-ambiente. A carne de animais mais jovens é mais clara, mais macia e saborosa. Uma carne com essas características é muito mais atrativa que a carne de animais mais velhos (geralmente mais escuras) nas gondolas dos mercados e açougues.

O pecuarista Alaor Ávila, de Indiana (GO), aconselha o produtor ter um consultor para auxiliá-lo no planejamento, estratégias, custos e metas. “Se o produtor for organizado, o sistema é imbatível”, afirma Alaor. Ele é um exemplo de como o sistema pode funcionar: na safra 2012/2013 Alaor viu seu lucro líquido por hectare aumentar quase 130% utilizando o conceito do Boi 7.7.7.

Para produzir o Boi 7.7.7 deve-se sempre ter atenção especial aos animais, desde boa performance reprodutiva até planejar o desenvolvimento de cada fase do animal, com protocolos eficientes de nutrição, sanidade, além de uma mão de obra qualificada e motivada. As condições de pastagens, junto a uma infraestrutura bem instalada e operacional também são vitais para o sucesso e para o desempenho positivo em todas as fases do bovino na fazenda.

A pecuária brasileira precisa ser mais eficiente para garantir lucratividade similar às mais importantes atividades agrícolas. O Boi 7.7.7 é um conceito absolutamente viável quanto à aplicabilidade, porque o pecuarista tem à sua disposição ferramentas que o auxiliam durante o processo produtivo por meio de suplementação estratégica.

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