Sanidade do Rebanho Levada a Sério

23Jun / 2014

Sanidade do Rebanho Levada a Sério

A Revista AG do mês de Junho de 2014 trouxe uma excelente matéria sobre a importância da sanidade do rebanho bovino e algumas dicas para que o pecuarista possa garantir a saúde dos animais e melhorar a sua produtividade. 

A reportagem começa dizendo que só em 2011, frigoríficos brasileiros tiveram mais de US$ 100 milhões de prejuízo nas exportações por rejeição de carne bovina com presença de resíduos antiparasitários à base de ivermectina acima dos limites tolerados pelas autoridades norte-americanas.

Uma pesquisa de campo foi realizada em 21 propriedades em quatro estados brasileiros (SP, MT, MS e RO). Os principais problemas detectados foram a falta de assistência técnica, uso de produtos de maneira indiscriminada e em grande parte escolhidos pelo próprio funcionário ou pecuarista, pouca utilização do diagnóstico laboratorial e deficiência na comunicação de ocorrências sanitárias nas propriedades, gerando dados de vigilância abaixo da realidade. O estudo, divulgado em 2012, foi realizado pelos médicos veterinários Fabrine Pereira e Iveraldo dos Santos Dutra, ambos da UNESP de Araçatuba-SP.

A conclusão do estudo aponta para grandes avanços em indicadores produtivos e sanitários, mas ainda são necessários entendimentos e atitudes dos produtores quanto ao manejo sanitário, controle de risco, saúde animal, meio ambiente, gestão de pessoas e qualidade da carne como alimento. Segundo os pesquisadores, essas mudanças dependem ainda dos próprios serviços de saúde animal, da ação governamental e do investimento em treinamento de pessoal.

Para aprimorar ainda mais a qualidade do rebanho brasileiro, os pecuaristas devem garantir que as vacinas obrigatórias e os outros tratamentos sanitários exigidos para a boa qualidade do rebanho, sejam feitas de maneira correta. Para isso, os criadores devem aprimorar o manejo dos animais utilizando, por exemplo, um calendário sanitário com atividades programadas por categoria.

A médica-veterinária Paula de Almeida Miranda, da Embrapa Gado de Corte de Campo Grande/MS, sugere que os pecuaristas devem implantar gradativamente uma estação de monta na propriedade, a fim de que os nascimentos acontecem na mesma época facilitando todos os procedimentos de vacinação e tratamentos do rebanho ao longo do tempo, além de proceder o descarte de fêmeas improdutivas, redução da taxa de mortalidade dos bezerros, aumento do número de bezerros desmamados, etc.

A partir daí, os produtores devem organizar seu trabalho para monitorar e evitar outros tipos de problemas com o rebanho como brucelose, leptospirose, diarreia bovina a vírus (BVD), rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR), campilobacteriose e triconomose. Além de cuidar para que quando há a compra de um lote novo ou mesmo um caso de alguma doença na propriedade, haja um local para manter o animal (ou animais) para o tratamento/monitoramento da enfermidade.

Vale salientar que para o bom manejo sanitário, é imprescindível que o curral da propriedade seja muito bem montado, organizado e limpo, além disso o manejo individual dos animais é muito mais seguro e eficiente do que o manejo em tronco coletivo, como mostrado nesse artigo. Para dosar corretamente a vacinação dos animais, é fundamental a utilização de uma balança, com ela o pecuarista/veterinário tem condições de aplicar a dose exata para cada rês. A Coimma se orgulha de fazer parte da cadeia produtiva da carne oferecendo produtos que ajudam os pecuaristas a produzirem cada vez mais e melhor. Veja em nossa loja virtual nossos modelos de Balanças e Troncos de Contenção.

Ainda com o intuito de orientar seus clientes, a Coimma traz em seu site várias dicas de como montar um curral e orientações como utilizar seu tronco e balança.

E você, amigo pecuarista, o que tem feito para melhorar o manejo do seu rebanho?

Comente:

Fundada em 1951, a COIMMA é hoje a maior fabricante de balanças e troncos da América Latina.Saiba Mais!