Em todo território nacional há mais de 180 mil hectares de pastagens, sendo em média 60% degradadas e sem o uso de irrigação e/ou fertilizantes. De toda pastagem presente no território nacional 80% é do gênero Brachiaria, forragem que possui características que se encaixam ao clima do Brasil. Dos fertilizantes produzidos e consumidos no país, apenas 5% são destinados as pastagens, já os outros 95% são destinados para outras culturas como: soja, milho, cana, café, entre outras. É de extrema importância que pecuaristas se atentem às suas pastagens para que nunca corram o risco de perde-la por falta de manejo correto.
Uma pastagem degradada tem como principal característica o baixo teor de matéria orgânica e a baixa disponibilidade de nutrientes advindos do solo como nitrogênio, fósforo e potássio (N,P,K). Essas características fazem com que no "período das águas" a pastagem fique aparentemente boa, porém com a entrada da seca a mesma fica sem condições de pastejo, e por esse motivo há grande necessidade de se fazer o manejo com relação a adubação e tempo de pastejo
Para que essas técnicas de manejo possam ter seus resultados constatados, é necessário aguardar-se um tempo, o qual será recompensado com boa forragem para alimentar o rebanho. Em relação ao tempo de pastejo, recomenda-se deixar o gado pastejar até que o capim atinja 15 cm de altura (figura 1) para não sacrificar os brotos e não acabar com as folhas que irão favorecer o seu crescimento. Para facilitar o manejo, é sugerido a adoção de pastejo rotacionado (figura 2). Já em ralação a adubação há a necessidade de fazer uma análise do solo para que se possa verificar os níveis de N,P,K e o nível de acidez, para que após essas analises seja possível fazer a adubação corretiva de acordo com a necessidade do solo, para que se possa atender as exigências do capim e o mesmo se manter em bons estados "nas águas" e na seca.

Fig 1 Fig 2
*Imagens meramente ilustrativas
Evandro Fernando Ferreira Dias
Graduando em Zootecnia
FCAT UNESP Dracena
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