A sexagem fetal tem sido uma estratégia relevante para uma pecuária de precisão desejável, influenciando diretamente no processo de tomada de decisão do pecuarista que está almejando soluções e resultados esperados.
De fato, identificar o sexo fetal dos bovinos torna-se de grande importância para um adequado planejamento do rebanho da propriedade.
O uso do ultrassom para a sexagem fetal é uma rotina utilizada em propriedades de corte e leite, principalmente para animais de alto valor zootécnico, receptoras de embriões e animais destinados à exposição.
Sendo que é necessário considerar que o exame ultrassonográfico oferece muitas vantagens, já que o procedimento é seguro, não invasivo, não causa nenhuma dor ao animal e geralmente dura apenas poucos minutos e o produtor terá uma avaliação completa, ágil e confiável.
O técnico responsável deverá encontrar o posicionamento ventral do feto que é substancial para evidenciar os tubérculos genitais e esse exame deverá acontecer a partir do 50º dia de gestação.
Esse tubérculo é o responsável pela formação do pênis, nos machos, e do clitóris nas fêmeas e a estrutura pode ser observada inicialmente entre os brotos dos membros posteriores do embrião.
Na hora de fazer o diagnóstico, a observação de outros elementos pode contribuir para a acurácia da sexagem fetal em bovinos. Nos machos, por exemplo, é possível tomar como base a presença do prepúcio caudal junto ao cordão umbilical e/ou a presença da bolsa escrotal, entre os membros posteriores.
E, para as fêmeas, a visualização das glândulas mamárias e no caso de embriões fêmeas a distância percorrida pelo tubérculo genital, do seu posicionamento inicial até o final, é bem menor do que no feto macho.
A sexagem fetal é uma estratégia que torna possível uma melhor gestão do rebanho, pois qualifica e agrega valor ao rebanho.
De tal forma que, sabendo o sexo de forma precoce, um produtor pode concentrar um número maior de machos em rebanhos de carne, assim como, as fêmeas nas propriedades leiteiras.
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