Importância do Manejo Racional de Bovinos na Qualidade da Carne

13Jun / 2017

Importância do Manejo Racional de Bovinos na Qualidade da Carne

Na tentativa de atender essa demanda do mercado consumidor, o pecuarista ou o técnico responsável devem priorizar pelo sistema de produção que respeita o bem estar animal, destacando-se a influência do ambiente, instalações, manejo do nascimento ao abate, cuidados de saúde, da oferta de alimento e água e do transporte (Embrapa, 2011). Em função disso, é necessário ampliar o conhecimento sobre a biologia do bovino, melhorando a interação entre o homem e o animal, minimizando as implicações na qualidade da carne no que diz respeito ao pH, cor, aparência, suculência, maciez, vida de prateleira, entre outros (Paranhos da Costa, 2000).

“Manejo Racional dos Bovinos” é o manejo que tem como base os princípios de comportamento destes animais, objetivando mais segurança para as pessoas e animais, maior eficiência na atividade diária na fazenda, e minimização do estresse do gado e das pessoas envolvidas no trabalho de lida. É considerado que o manejo racional seria constituído de dois componentes: o manejo – ou lida – dos bovinos, propriamente dito; e as instalações de manejo (BeefPoint).

Um manejo inadequado (agressivo) dos animais leva a sérios prejuízos na atividade pecuária, como: contusões dos animais; diminuição do ganho de peso; menor qualidade da carne; queda da performance reprodutiva; baixa resistência a doenças; acidentes com funcionários (BeefPoint). O gado mais bravo, mais reativo, é o mais difícil de ser manejado. Esse comportamento leva os vaqueiros a agirem com maior agressividade, o que torna os animais ainda mais reativos, comprometendo a produção. Para contornar o problema, é preciso adequar as práticas de manejo da propriedade e estabelecer critérios de seleção, mesmo em sistemas extensivos (Jornal Dia de Campo).

O estresse é um dos fatores mais prejudiciais ao sistema imunológico (maior susceptibilidade a doenças) e à performance reprodutiva e produtiva. Estresse leva a um gasto de energia muito elevado pelo animal. Este gasto excessivo de energia pelo bovino muito estressado no pré-abate prejudica a qualidade da carne (queda inadequada do pH pós-abate), podendo resultar em uma carne escurecida e seca (“darkcutting” ou “DFD”), de baixa qualidade e não aceita pelo consumidor, além do menor tempo de vida útil na prateleira. Devido ao estresse, até a gordura de marmoreio da carne é prejudicada – que é a última gordura a ser depositada, e a primeira a ser gasta em condições de estresse (BeefPoint).

Há diversos modelos de edificações rurais projetados para que o manejo seja realizado da melhor forma possível. Os currais antiestresse são estruturas para o manejo rotineiro do gado constituídas de seringa, brete e embarcador curvos, o que facilita o fluxo dos bovinos, reduz o deslocamento de ré, diminuindo os acidentes e o estresse da lida (Clube amigos do campo gerdau). Uma questão séria é que o prejuízo ocorre não apenas na carcaça – com a “faca” do frigorífico, na fase final do ciclo produtivo - mas nas diversas fases de produção na fazenda. As contusões são consequências diretas de falhas de manejo. Nos casos de prejuízos rotineiros nas carcaças é fundamental descobrirmos o ponto crítico causador das contusões, e planejarmos cuidadosamente os procedimentos de manejo pré-abate (BeefPoint).

Exemplo de Curral Anti-Stress 

Exemplo de Curral Anti-Stress

Podemos concluir que a utilização do manejo racional pode diminuir riscos de acidentes com os animais e com os peões, estresse dos animais, e consequentemente, perdas na produção, o que é garantia de que no final o produtor terá um produto de maior qualidade.

Athur Fernando Lorena de Almeida

Graduando em Zootecnia

FCAT – UNESP Dracena 

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