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Controle estratégico da verminose na bovinocultura de corte

18Mai / 2014

Controle estratégico da verminose na bovinocultura de corte

A pecuária voltada para a produção de carne vem sofrendo sucessíveis alterações na rentabilidade, isso ocorre devido ao aumento constante nos custos de produção e variações do preço da carne. O sucesso da bovinocultura de corte perante outras atividades agropecuárias depende da eficiência da estratégia escolhida, redução de custos e bom planejamento, o que garante maior lucratividade (SAMPAIO et al., 2001).

No Brasil o principal sistema de criação é em pasto. A redução na produção e na produtividade do rebanho advém de diversos fatores, entre eles estão as flutuações estacionais na disponibilidade e qualidade da pastagem, o manejo inadequado, a incidência alta de parasitos, doenças e carências minerais (BIANCHIN, 1987).

Segundo (BIANCHIN, 1996) a verminose ocupa lugar de destaque no baixo índice de produtividade da bovinocultura de corte e estima-se que animais que não foram submetidos a tratamentos com vermífugos tem desempenho de 30 a 70 Kg inferior, por ano, quando comparado àqueles que recebem o manejo preventivo.

No controle da vida parasitária, a vermifugação consiste na principal arma de combate a verminose. Podemos destacar a vermifugação estratégica, que consiste em vermifugar o rebanho em épocas pré-determinadas para manutenção de cargas parasitárias tanto no animal como na pastagem mais baixas, apresentando, com isso, o melhor custo benefício.

Esta estratégia de manejo baseia-se na epidemiologia e na dinâmica dos parasitas nos bovinos e na pastagem durante o ano, e, a partir disto, se planeja as vermifugações nos melhores períodos (Figura 1).

Figura 1- Dinâmica populacional dos endoparasitas com a utilização do controle estratégico (Adaptado de Ivo Bianchini). Fonte- http://goo.gl/wd5KEU

  • Carga parasitaria presente no anima

  • Carga parasitaria pressente na pastagem

  • Vermifugação

Com isso o controle estratégico consiste em vermifugar o rebanho 3 vezes (maio, julho e setembro), onde a carga parasitaria do animal é maior por causa da pastagem estar baixa, o que não proporciona ambiente favorável para a sobrevivência das larvas. Além disso, a imunidade do animal estará reduzida devido a baixa oferta de alimento. Consequentemente, os animais estarão no período chuvoso com uma carga mínima de parasitas, o que diminui a contaminação das pastagens por ovos. Deste modo, pode-se diminuir a carga parasitaria nos bovinos e nas pastagens, evitando a resistência dos parasitas, o que leva a maior produtividade no sistema.

 

Osvaldo Alex de Souza
Pedro Fernando Santi
Alunos de Graduação- Zootecnia
UNESP-Campos Dracena

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